quarta-feira, 13 de junho de 2012

 Numa era de tecnologias em que as informações chegam rapidamente e para um grande número de pessoas, onde é possível se comunicar a todo tempo pelos diversos aparelhos tecnológicos, pude concluir que a humanidade nunca se viu tão carente. Os grupos de amigos se reunem para sairem e estarem juntos com menor frequencia, mas é comum ouvir: ate daqui a pouco no chat, msn,etc. As reuniões passaram a ser virtuais, até há namoros virtuais, de modo paradoxal, essas evoluções tecnológicas não vieram para aproximar a humanidade, e sim para distancia-la,então, essa falta de convívio real, de momentos vividos em conjunto, de carinhos e namoros reais é que estão condenandos cada vez mais as pessoas a uma solidão em proporções nunca antes vista.
Sinto falta de escrever, criar, alterar e me expressar, mas o tempo tem sido um carrasco para mim. As tarefas e obrigações nao me deixam pensar nas coisas a minha volta, nas pessoas e todas as coisas que estão em constante interação com os meios sensíveis a nossa percepção ou nao. Me encontro na fase em que me calo para ouvir o mundo, e absorver o máximo que as informações profissionais e acadêmicas têm a me oferecer. Este tem sido meu maior desafio. Calo agora para depois gritar, mas me penalizo por aqueles que permanecem calados, que deixam o tempo roubar-lhes a própria vida.

Eu vejo pesssoas


Elas estão tão sozinhas

Elas estao tão cansadas

Elas nadam contra a corrente

Nadam contra as outras pessoas

Na verdade elas nadam contra si mesmas



Eu vejo pessoas perdidas

buscando nem sabem o que

Lá dentro gritam por socorro

Em meio a labios sorridentes



Eu vejo corações partidos

Sangrando por tantas feridas

Implorando por um alívio

Que somente elas podem dar



Os caminhos que todos seguem

Tão distintos podem ser

Uns demoram outros se apressam

Mas o mesmo fim hão de ter.